Arquivar janeiro 2019

Em um ano, Brasil tem 1,1 milhão de matrículas a menos no período integral

SÃO PAULO – Em um ano, o Brasil teve queda de 1,1 milhão de matrículas para o período integral no ensino fundamental  (do 1º ao 9º ano) e médio. O aumento das vagas em tempo integral foi uma das apostas do governo federal nos últimos anos para melhorar os índices educacionais. Os dados são do Censo Escolar 2018, divulgado nesta quinta-feira, 30, pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), ligado ao Ministério da Educação (MEC).

Em 2017, havia 13,9% dos alunos do ensino fundamental em tempo integral (com 7 horas ou mais de aulas diárias) – com 3,79 milhões de matrículas. Esse índice passou para 9,4% no ano passado – com 2,55 milhões. A proporção é substancialmente menor na rede privada – apenas 2,2% dos alunos estudam nessa modalidade.

No ensino médio, o porcentual de alunos em tempo integral aumentou. Passou de 8,4% para 10,3%. O percentual se refere à rede pública, que soma 6.777.892 estudantes. Somando a rede privada, o índice foi de 9,5%. Depois de aprovar a reforma do Ensino Médio e lançar um programa para expandir o número de matrículas em tempo integral nessa etapa de ensino, o governo Michel Temer não conseguiu alcançar a meta que havia estipulado, de ter 13% dos estudantes nessa modalidade até o ano passado. 

Especialistas e pesquisas apontam o ensino em tempo integral como forma de garantir melhor aprendizagem, uma vez que os estudantes têm mais contato com conteúdos escolares. A modalidade, no entanto, é mais cara. 

Com a queda, o País fica ainda mais distante de alcançar a meta do Plano Nacional da Educação (PNE)O, lei que estipula metas para melhorar a qualidade da educação, que prevê alcançar 25% das matrículas e 50% das escolas da rede pública nessa modalidade até 2024.  O governo Jair Bolsonaro não apresentou ainda um plano para aumentar o número de estudantes no período integral. 

Luiz Antonio Tozi, secretário executivo do MEC, afirmou que o novo governo não pretende reduzir as ações em escolas de tempo integral e que não há plano para alterar a reforma do ensino médio. “Matrícula em período integral é muito importante, especialmente, em regiões com problemas sociais muito intensos em que é melhor a criança ficar mais tempo na escola. Onde a sociedade está mais estruturada, podemos investir em um modelo em que a família tenha mais participação na educação da criança”, disse. 

Para ele, a falta de recursos foi a causa da queda de matrículas em período integral no ensino fundamental e adiantou que para o próximo ano não há previsão de mais verba para programas de fomento à modalidade, como o Mais Educação. “Infelizemente, por causa da arrecadação baixa teremos pouco dinheiro para colocar no programa no próximo ano”, disse. 

Reprovação escolar

Ainda no ciclo da alfabetização, 12,3% das crianças matriculadas na rede pública no 3º ano do ensino fundamental estão com dois anos ou mais de atraso. A distorção idade-série é a proporção de alunos com mais de 2 anos de atraso escolar. Ou seja, os dados mostram que, no ano passado, uma em cada dez crianças tinha 10 anos ou mais enquanto cursava o 3º ano do ensino fundamental – 8 anos é a idade esperada para a série. É a chamada taxa de insucesso, abandono escolar ou reprovação, este último é a principal explicação nessa etapa. 

Especialistas e pesquisas em educação indicam que a reprovação tem um efeito negativo na aprendizagem. Uma pesquisa do Cenpec também reforça que os estudos internacionais indicam que a reprovação escolar “é considerada preditor importante do abandono escolar, conturba a trajetória escolar, é prática financeiramente dispendiosa e gera resultados contestáveis”.

“As crianças são reprovados no ano em que se avalia a alfabetização”, disse Tozi. Para ele, os dados ressaltam a importância de uma política de governo com foco na aprendizagem nesse primeiro ciclo, quando a criança é alfabetizada para evitar o primeiro pico de reprovação. “Que é onde começa e é a causa central da distorção série-idade”, disse. 

A reprovação nos anos iniciais é apontada como fator que leva ao crescimento da distorção série-idade ao longo da vida escolar. Dados do Censo Escolar de 2018, mostram que nos anos finais do ensino fundamental (d0 5º ao 9º ano) chega a 24,7% e 28,2%, no ensino médio. 

“Há uma meta no PNE que diz que 95% dos estudantes devem concluir o ensino médio na idade própria. Dificilmente isso será atingindo no horizonte estabelecido pelo PNE”, afirmou Carlos Eduardo Moreno, diretor de estatísticas educacionais do Inep. A meta à qual ele se refere previa que o País alcançasse ter 95% dos jovens de 16 anos com o ensino fundamental concluído até 2024.

A taxa de distorção do sexo masculino é maior que a do sexo feminino em todas as etapas de ensino. A maior diferença entre os sexos é observada no sexto ano do ensino fundamental, onde a taxa de distorção idade-série é 31,6% para o sexo masculino e 19,2% para o sexo feminino.

 

 

Estoicismo do Estado

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Ministro da Justiça diz que não há necessidade da Força Nacional em SP

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Podemos ficar espantado, perplexo, tanto faz. Seja o que for, o que temos assistido nos últimos dias não é nenhum fenômeno inédito. Estradas tomadas, reféns, em massa, dispara a esmo. Por décadas, contingenciados nas margens das grandes cidades, são os milhões de pessoas que não estão participando da cidadania. Eles não foram convidados ou não têm o desejo. Ninguém é responsável individualmente, mas a culpa é coletiva. Este estado de sub-cidadania que o Estado e a sociedade dão a importantes parcelas da população é o contexto real das explosões violentas. A raiva e a revolta se tornem instrumentos que estão fora do caminho motins e atos de vandalismo. Note-se também que movimentos como o passe livre, que claramente tinha o prazer de o político com o abre alas, destrutivo, já não dita, nem controlar a agenda de nenhum. Eles criaram a onda, sem estimar o alcance da maré. A fúria descentralizada se volta contra a própria sociedade, e uma parte significativa dos indignados com capa conceder-aprovação para arruinar o dia e a vida de milhões de pessoas. O que se espera do Estado? Tudo, menos a improvisação, e a clemência. Ninguém quer twitadas do presidente anunciando o horror da barbárie, como se ela pudesse reinar em uma nação de longe. Eles dizem que na escola dos estóicos fingir que nada está acontecendo. Ações complacente com a violência partisã, medidas de pseudo-calmante e inflação, especialmente ela, não trouxe os resultados esperados, e excitar a farra piromaníaca. Não só as forças de segurança devem atualizar seus comandos para fazer a feira de contenção — sem exagero ou omissão — como ele não é mais suportável do que o barulho dos fogos, permanece ignorada pelos políticos e por aqueles que foram escolhidos para governar. O mínimo de atitude republicana, que tinha a expectativa era de que, por hora, coloque a eleição em um estado de animação suspensa. Apenas uma coalizão de forças, suprapartidária e transgovernamental seria decente em um momento tão grave e sinistro. A única alternativa ações corretivas são preventivas e reintegração de todos os cidadãos. Sem o sentimento de pertença tudo vai parecer hostil para estes jovens. Agora já é um homem morto. Sem a correção, conflagrações civis tendem a ser mais volumoso, poderoso e imprevisível. O pior cenário antes que o som da crise é um Estado estoico. Municipal, estadual ou federal, o preço da hesitação é acumulativo. Neste tempo de anarquia que se espalha por cópia, apenas é necessário uma previsão: transtorno com a falta de progresso.

Irineu Franco Perpétuo relata a história da música clássica no Brasil – na verdade – Estadão

“Vou continuar sendo punido ou quem sabe vou ter ouvintes no futuro?”. Logo na introdução de sua excelente História Concisa da Música Clássica, Brasileiro, Irineu Franco Perpetuo lembre-se da frase que João Silvério Trevisan, coloca na boca do compositor Alberto Nepomuceno (1864-1920), em seu romance ana em Veneza. Na verdade, não é de hoje, sempre foi assim. Toda a nova história da música “clássica” no Brasil, deve, necessariamente, referir-se a um contínuo processo de resgate de todo compositor brasileiro do passado que não tem por sobrenome Villa-Lobos.

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É sintomático que os criadores da música brasileira de ontem e de hoje terá de ser resgatado sistematicamente a partir de um estado de limbo em que a vida musical de concerto no país o lugar desde então. Há exceções, é claro. Mas a norma é isso. Talvez um sistema de cotas, tal como existe no vestibular hoje, minorasse esta “invisibilidade”, que também se aplica nos estados unidos, a julgar pelo lamento de Alex Ross, em seu livro O Resto é Ruído, também citados por Perpetuo.

A pergunta faz sentido, até pela escolha do tipo de música que é dedicado este livro. Perpetuo preferem “clássica”, a “clássica”, palavra cunhada por Mário de Andrade, que tem o poder letal para afastar alguém que já não é da tribo.

Discussões semânticas de lado, Perpetuo consegue a façanha de escrever uma história muito divertida música clássica no Brasil. Novamente Nepomuceno é um bom exemplo. Ele foi chamado de “vadios” pela princesa Isabel no auge do Império, mas para negar-lhe uma bolsa de estudo (após concedido nos primeiros dias da República). Pitadas como esta induzir você a ler uma das raras histórias de música no Brasil, que entra em seu contexto social, político, econômico e cultural. Mal acostumado com o esquema de ‘vida e obra’, nossas histórias da música pilha de gênios que lutou contra tudo e contra todos para a etapa. Perpétua apela para um caldeirão diversificado de estudos e livros de outras áreas do conhecimento para iluminar questões como, por exemplo, no barroco mineiro. É impressionante o contraste entre os ricos música colonial na América espanhola e a música brasileira do período.

O motivo: “O distintivo maneira pela qual os jesuítas se estabeleceram em várias partes do continente. Embora as missões hispânica, o local mais remoto, tinha de população estável, as aldeias de propriedades em portugal, estavam sujeitas ao regime de repartição, em que os povos indígenas eram “dividido” entre os colonos ou os funcionários da Coroa, para a qual tinham de prestar serviço por um período de tempo especificado. Houve uma instabilidade da população, que, entre outras consequências, dificultavam a fazer música” (página 29).

Eu tinha uma pontuação, até mesmo a música na América portuguesa anterior ao século 18. “A explicação para tal discrepância,” explica o movimento perpétuo, “talvez possa ser encontrada no famoso estudo comparativo entre a vida intelectual na América espanhola e do Brasil, feita por Sérgio Buarque de Holanda. De um lado, as universidades, em Lima, México e São Domingos; e, de outro, os colonos brasileiros, teve de viajar para Coimbra, em busca de estudos superiores.”

Eu finalidade um exemplo de música colonial porque este é um daqueles raros livros que dedicam espaço digno para esse período, tão pouco estudado em nossa história musical. Movimento perpétuo não ceder à tentação de agigantar os capítulos relacionados com a Carlos Gomes e Villa-Lobos, em relação aos demais. E, acima de tudo, dá voz ao período depois de Villa-Lobos.

O maior mérito do livro está na sua noventa páginas de final. O capítulo Revolução e Contrarrevolução torção e faz com que o leitor deseja ouvir a obras de compositores do Grupo Música viva, músicos, tais como Guerra-Peixe, Eunike Katunda e Claudio Santoro, que viu nos cursos do recém-chegado ao Brasil, de Hans-Joachim Koellreutter (1915-2005), é uma espécie de “abertura dos portos” musical. O ano era 1940. Abertura tão importante como o primeiro, promovido em 1808 por Dom João VI.

O capítulo A Era dos Festivais cobre o período da Bienal de Música e o Festival de Música Nova de Santos. Mas o movimento perpétuo não é Marlos Nobre, Edino Krieger, Gilberto Mendes e Willy Corrêa de Oliveira. Passar por Almeida Prado, Jorge Antunes, Rogério Duprat, Rodolfo Coelho de Souza, Ronaldo Miranda, Silvio Ferraz e Flo Menezes. Mas, fundamentalmente, vem para as novas gerações de designers em sintonia com o século 21. Os compositores de hoje entre 30 e 40 anos, consolidado e produzindo muito. Nomes como Tatiana Catanzaro, Leonardo Martinelli, Maurício de Bonis, Marcílio Onofre, Alexandre Lunsqui, Felipe Lara, Rodrigo Lima.

Eles fazem com que a música do nosso tempo. Duas obras composta e estreada em 2014 dar uma medida da relevância deste tipo de música: o ciclo de Canções do Mendigo que Sabia de Cor os adágios de erasmo de Rotterdam, Leonardo Martinelli e libreto de João Luiz Sampaio, a partir do romance de Evandro Affonso Ferreira; e o oratório digital Geladeira, por dois cantores, o grupo instrumental e de sons eletrônicos, em que o compositor Paulo Chagas resume sua experiência pessoal de tortura ocorreu em 1971, aos 17 anos de idade, durante a ditadura militar no Brasil.

*João Marcos Coelho é jornalista, crítico musical e autor do livro “Pensar sobre a Música no Século xxi’ (Perspectiva)

O livro narra a vida de personagens incomuns nas ruas de São Paulo – na verdade – Estadão

“Assim como o piloto só que não receberam ajuda, quem deita-se sobre o cimento de São Paulo depende muito mais de si do que dos outros.” No projeto de lei uma frase como essa, o leitor percebe que o Coração do Asfalto (tais como: patuá) é um livro com um pé na calçada do relatório e o outro na rua de literatura. A frase também se resume a ética de muitos dos personagens aqui retratados: pessoas solitárias, aos trancos e barrancos, foram encontrando seu lugar em São Paulo. Jornalistas e escritores, Bruna ” e André Cáceres transformaram seu amor pela cidade em pesquisa sobre a vida de pessoas anônimas que tocar a vida no meio do redemoinho que engole 22 milhões de pessoas. O asfalto não é uma mera metáfora: o livro traz histórias de pessoas transformadas pelas ruas, como veremos.

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+”O Reino do Discurso’, de Tom Wolfe caminha na direção oposta a de Darwin

São histórias como a de Antonio Silva, o coletor de ônibus que virou fotógrafo. “No início, tive uma crise de mim. “Eu fiz tanta coisa e eu estou aqui para o coletor, o dia inteiro sem fazer nada’. Hey… eu, colecionador? Então comecei a procurar alguma coisa para fazer. Sempre gostei de fotografia.” A viagem entre o Ipiranga, a Catedral, o Teatro Municipal. A Praça da República e a Avenida São João, continuou a registar-se na fotografia, os cartões-postais da cidade. Em 2004, ele comprou uma câmera Benq câmera de 1.3 megapixels de pagar 400 reais, o dobro de um salário mínimo, em dez prestações. Bateu uma foto de um assalto seguido de morte na rua Líbero Introdutório, enviou-o para um concurso e saiu vencedor. Em 2005, veio a primeira exposição no Sesc Ipiranga. A foto ficou o ceará, ficando mais e mais curioso e interessado em estudar. Dez anos após o primeiro clique, ele formou-se em pedagogia.

Existem seres fascinantes como o Rodrigo Machado, o zelador da cidade, o homem de quem presta atenção em coisas quebradas completamente ignorados pelos transeuntes- como um cano lascado do metrô Vila Mariana, que consertou com durepóxi. “Eu me senti muito feliz por ter corrigido esse tubo. Vou corrigir um quadrado inteiro.” Já tem paradas de ônibus, sinais de trânsito, brinquedos, e monumentos. Sem ninguém pedir ou não ganhar nada, o artista também usa o lixo que você encontrar nas ruas para criar suas obras, o que deixa em vias públicas, obras efêmeras chamado snap art. “Em todo o planeta, tudo está conectado. A gente é a mesma planta! Então eu acho que há um grande movimento nos centros urbanos de uma redescoberta da cidade como uma extensão da nossa casa.”

Ainda tem o Daiana Siqueira, um professor que virou feirante. “Meus amigos achavam que eu estava louco para trabalhar em dois períodos na escola e se casou com um feirante.” Especialista em alimentos orgânicos, ela coloca as placas com informações nutricionais sobre os alimentos, transformando-feira para a sala de aula. E, além da feira e a escola, Daiana também organiza expedições foto para descobrir a cidade. Uma característica interessante do livro é que cada história é contextualizada com os números e as informações sobre o ambiente investigado. Se na vida do coletor aparecem estatísticas sobre o tráfego e Rodrigo de dados sobre o lixo urbano, no perfil do Daiana aprendemos que apenas 0,4% da produção nacional é orgânica, que a tenda do professor é um entre os 12 mil que preencher a 857 feiras livres de SP, e 40% de html são mulheres.

Há também o escritor, que vende livros na calçada. Seguindo o caminho aberto pelo dramaturgo Plínio Marcos, um jovem Eduardo Lages vende em uma banquinha na rua o seu romance Querido James – a narrativa de um homem solitário, de 72 anos, que se sente esmagada pelo vazio de sua casa, mas que, forçado a abandonar a casa, é lançado em uma jornada de auto-descoberta. Vendeu mais de mil cópias em um ano de trabalho na rua, o livro foi para a segunda edição, e o autor já foi para o segundo livro.

Já o romântico Maída Novaes viu na rua, a possibilidade de criar o grupo Trovadores Urbanos. Um belo dia, quando Zélia Cardoso de Mello foi sequestrado todo seu dinheiro no famigerado Plano Collor, ela anunciou para o irmão, o músico: “eu estava sem dinheiro e eu vou fazer shows em São Paulo.” “Você está louco, certo?”, ele riu. “Você faz para mim?”, ela perguntou. “Sim”, respondeu o irmão. Anos mais tarde, com outros amigos da trupe, começou a usar roupas de época. Maída calcula ter feito mais de cem mil serenatas (dez por dia), dez mil conciliações, 800 concertos e quatro turnês internacionais. Bem como o perfil do escritor de rua e foi seguido por uma discussão sobre os hábitos de leitura do brasileiro, o perfil da trovadora é um lema para os jornalistas para discutir as lutas de artistas independentes para sobreviver.

A luta pela sobrevivência ecos na incrível história de Ravi Paschoa, ex-goleiro do Corinthians que, depois de perder um trabalho entre as quatro linhas, por causa de uma concussão, tinha que virar o driver do Uber, fornecendo o mote para o casal de jornalistas a entender como funciona a vida dos motoristas autônomos –e também dos jogadores de futebol que não ganha estratosféricos lucros de um Neymar da vida (99% dos casos). “A condução exige tanta concentração como jogar uma final de campeonato”, acredita o goleiro, que, depois de ter tomado um carrinho de vida, eu ainda estava sonhando na roda de um grande carro – neste caso, um Siena prata – enquanto não encontrar um trabalho em vigas.

Uma das histórias mais curioso é que de Seily Custódio, fundador dos orifícios de Ventilação: este é um psicólogo da rua. “Eu estou aqui para amar, cuidar, respeitar, ser para a pessoa tudo o que ela muitas vezes pode se encontrar em mais ninguém.” Ela colocou quatro touceiras, em uma esquina da avenida Paulista, uma pequena mesa e sobre ela um cartaz com a frase: “Quer desabafar?”. Como a ouvidora-geral em São Paulo, é adventista, o texto aproveita a deixa para discutir sobre a variedade de grupos religiosos, em São Paulo.

Já o ex-químico Claudio Bongiovani agora vende a revista Ocas nas ruas para superar uma onda de má sorte: depois de estar desempregado, em um acidente perdeu sua esposa e dois filhos – e caiu no alcoolismo. Seu caso é exemplar para o livro, persistente sobre a questão das pessoas em situação de rua – cerca de 15 mil pessoas, das quais 82% eram homens. Pode ser incrível, que a autoridade pública não tem competência ou de imaginação suficiente para resolver a vida de apenas 15 mil pessoas, uma massa que se encaixam no tobogã do estádio do Pacaembu. Com sua ampliação, bem-humorado e sutil, a dupla Bruna & André extratos de estatísticas da china indivíduos ímpar, lembrando-se de que o jornalismo é a arte de contar histórias – e jogar sobre números, o frio, o calor da humanidade.

Link para comprar o livro “o Coração do Asfalto’

*Ronaldo Bressane é um escritor e jornalista, autor do romance ‘Cabeludo’ (publicado pela Escola), entre outros.

A exposição enfatiza a importância de Ansel Adams para preservação natural – na verdade – Estadão

BOSTON – Ah, a natureza! Ela é a resposta americana para as catedrais da Europa, a prova de uma identidade nacional única. Muitos cidadãos foram submetidos a natureza selvagem por imagens. No início do século 19, Thomas Cole colocar as paisagens do oriente – e seus entes queridos montanhas Catskill – em murais. No final do século, em 1861, as fotografias de Carleton Watkins do parque nacional de Yosemite, contribuíram muito para a decisão de Abraão Lincoln, em 1864, para proteger o vale “, de uso público resort and recreation”. Foi a primeira vez que um governo reservou uma área de terra para o benefício da população.

As fotografias de William Henry Jackson, 1871, de Yellowstone ajudou a convencer o Congresso a autorizar a criação do primeiro parque nacional em 1872. Mais tarde, na década de 1930, Ansel Adams (1902-1984), um franco conservacionista que cresceu perto de dunas batidas pelo vento do Golden Gate Park, fez pressão sobre o Congresso e enviado ao governo um livro de fotos da cordilheira de Sierra Nevada. As fotos influenciado vigorosamente a decisão do presidente Franklin Roosevelt para transformar a área de Kings Canyon national park.

No final do século 19, todas as casas tinham um leitor de imagens dadas acima em 3D de um Ocidental, que parecia uma fábula. Claramente na mente e, também, como missão para o Oeste foi o nosso destino. E agora é emocionante – e, talvez, exemplar – de ver, em um momento em que a interrupção do governo tem afetado muitos parques nacionais, tantas imagens, nobres e estimulantes do património do nosso país na exposição de Ansel Adams, no Nosso Tempo, no Museu de Belas Artes de Boston. É um show de grande alcance, inteligente e instrutivamente instalado, com mais de 100 fotografias de Adams.

 

Ele não é uma mera retrospectiva, uma vez que também inclui 80 imagens 23 fotógrafos contemporâneos curador Karen Haas chama de uma lente moderna Adams. Embora as relações são, ocasionalmente, um pouco tênue, a inclusão deles destaca como Adams tornou-se uma força imparável.

Os fotógrafos presentes na mostra, que adaptaram as imagens de Adams, simultaneamente, feitas alterações e ilustrações radicais. A sua inclusão pontos de transformações importantes na maneira como a fotografia de paisagens, e a paisagem em si, são vistos hoje.

Apesar de Adams tinha sido dedicado ao século 19, seus olhos foram treinados no modernismo e no “straight photography” (fotografia direta) dos anos 1930, com o seu foco exato, o vívido contraste e as composições equivalentes aos estudos de forma e luz. Suas fotos são emblemáticos e vistas deslumbrantes sobre as montanhas do parque nacional de Yosemite e outros lugares estão expostos, como também através de paisagens abstratas como as Dunas de Areia, o pôr do sol, Vale da Morte, Monumento Nacional, Califórnia”, que pode muito bem ficar ao lado de uma Edward Weston.

Muitas das fotos pertencem ao Lane Coleção, um presente generoso que ela ofereceu mais de 450 fotos de Adams no Museu de Belas Artes de Boston. E há surpresas também, como a gama de interesses de Adams (e a sua necessidade de ganhar a vida com ordens e trabalhos para revistas), que variou de nativos americanos para as cidades de fantasmas de campos de internamento dos japoneses na Segunda Guerra Mundial, cemitérios, igrejas, uma loja de cigarro indiano, um trevo rodoviário.

Como Ralph Waldo Emerson, Adams se sentiu uma grande espiritualidade na natureza, que assinalou um desejo de beleza, de paz, e o espetáculo da natureza livre de travas – um desejo que sobrevive vigorosamente no nosso tempo, sugerindo que é inato.

Adams tinha 14 anos quando visitou pela primeira vez a Yosemite. Foi rapidamente com a sua Kodak para o excelente vale e ficou tão emocionado com a experiência que mudou sua vida. Ele desejou que suas imagens transmitir as emoções que você sentiu, quando tirou as fotos e o passo até o impacto em um quarto escuro. Que felicidade para as artes, o fato de a visão humana, apesar de não registrar o mundo em preto e branco, responder à representação incolor em um nível dentro da faixa de resposta de cor.

O turismo de natureza tem crescido exponencialmente desde os anos seguintes a Guerra Civil americana até os dias atuais, mas a floresta intocada diminuída na medida em que o aumento da população migrou para as cidades e subúrbios, e de mineração, extração de petróleo e gás e a industrialização invadiu espaços abertos. Adams, que bem ciente de como comercializado parques nacionais tornou-se, em um sentido, previu que em fins de semana de verão a áreas que fazem fronteira com o Grand Canyon olhar como o de Woodstock.

Ele gostaria de parques, na natureza e a foto do Vale do Yosemita de Edward Muybridge, o século 19, com uma estrada de terra perto de cruzamento é próximo a uma imagem de Adams para o mesmo lugar, a estrada cuidadosamente retocado. Os fotógrafos têm observado como o “progresso” mudou a terra. Nos anos 1960 e 1970, o movimento chamado New Topographics sinalizado uma mudança radical das imagens da terra para as muitas maneiras que podemos adaptar.

Robert Adams, Lewis Baltlz e outros tomaram o que eram antes as majestosas montanhas de cor roxa das montanhas – que agora se assemelham mais a uma torre acima da estradas esburacadas e casas de ser medíocre. Adams também se concentrou sobre isso. Sua foto de desenvolvimento de habitação está no show, junto com a imagem de uma estátua em um cemitério, que deixa claro que o cemitério bordas de uma floresta de torres de petróleo.

O Novo Topógrafos foram determinados para aceitar o lento declínio das florestas, em parte, pela sua persistente desejo de estar perto da natureza, cujas consequências se fazem sentir na própria carne. Muitas das casas destruídas pelo incêndio recente para o norte da Califórnia foram na chamada de interface urbano-florestal, e perigosamente perto da floresta.

No final da década de 1970, um grupo chamado Rephotographic Projecto concluiu-se exatamente onde e em que estação eles foram alguns dos fotógrafos de paisagens do século 19 e, em seguida, tirou fotos, nas mesmas ocasiões e lugares. A paisagem, com frequência, era reconhecível, mas também, muitas vezes, estavam superexposta, ou parcialmente obstruída por prédios.

Mas os fotógrafos comerciais e arte são, ainda hoje, produzir belas fotos de paisagens. Essas fotos aparecem em todos os lugares, graças ao Instagram, dando uma prova de que a natureza, a vida selvagem ainda existe, embora seja superada em número de seus retratos.

 

Alguns fotógrafos contemporâneos são uma questão vital da história da arte: o que pode ser feito com um cenário que tornou-se um ícone e estão gravadas em nossas mentes? A resposta está em que o artista fez com que os ícones de séculos. Eles reinterpretaram.

Arca Klett e Byron Wolfe incorporaram partes de fotógrafos antigos em sua própria colaboração para esta exposição, colocando uma seqüência de tempo em uma única imagem. Fotografado a vista do Glacier Point que deu exatamente para o local onde Carleton Watkins foi e, em seguida, as peças de sua foto em cores com um fragmento de uma foto de Adams, a partir do mesmo ponto de vista.

Catherine Opie tirou fotos fora de foco, muito colorido, de território, de Adams nos parques nacionais. Em um vídeo apresentado na mostra ela afirma que seu desejo é que as pessoas sabem o que eles estão vendo, mas não faça perguntas, e fazer uma constatação de que não é possível, com o clique de um iPhone, ou um olhar sobre a mídia social.

Abelardo Morell convertido em uma tenda, escuro e fechado em uma câmara escura. Uma imagem de um periscópio anexado vi foi projetada através de um espelho inclinado no chão da tenda. Em seguida, ele fotografou a imagem e imprimi-lo exatamente como ele foi, mostrando a beleza em meio à chuva, e o assunto e, como se as solas de nossos sapatos levantava-se a insistir que eles eram tão essencial para ver quanto do próprio ponto de vista.

Binh Danh fez fotos com o daguerreotipo parque de Yosemite. Uma reversão do tempo e da história. Estas fotografias, feitas sem uma negativa, eles são excepcionais. Foi um processo introduzido em 1839, e nunca utilizado para paisagens, e, mais tarde substituído pela adoção do negativo quando Watkins fotografado Yosemite em 1861. Sua superfície é reflexiva, de modo a que as pessoas se vêem olhando para imagens de locais emblemáticos em que eles estão dentro de casa.

Marca Ruwedel fotografado os túneis e atalhos que foram construídas em um terrível custo e, em seguida, abandonado nas estradas do Oeste – caminhos inúteis que dão a lugar nenhum. O Altamont Pass eólico, Mitch Epstein, sugere que a interferência humana chegou a um nível difícil de acreditar. Os parques eólicos estão em um deserto árido, mas onde os moinhos de vento fim de um verde brilhante campo de golfe começa, com pistas de concreto para os carrinhos de golfe. Onde está a água? E a sujeira? Parece irônico para fazer arremessos em um campo inteiro para o lado de um banco de areia, mas a idéia no século 19, o que Deus queria que as pessoas a gerenciar e reconfigurassem a terra para sua utilização, não tinha isso em mente.

David Emitt Adams também é fotografar uma paisagem de cabeça para baixo, usando a ferrotipia (outro processo, no século 19) detalhe da paisagem das esculturas, que ele produziu com latas de metal e velhos descartados que se reuniram no deserto.

Apesar de Adams para continuar o popular e fotógrafos de natureza em todo o país e no mundo continuam a oferecer-nos imagens de voluptuosa isso, provavelmente, o maior número de fotografias de paisagens que a gente vê, na televisão, na Internet, no celular e nos jornais, que são as imagens da destruição do meio ambiente que é, em parte, devido à mudança climática: praias, rios, cidades e ilhas inundada, geleiras, a diminuição dos incêndios florestais, por causa da seca, furacões destruindo cidades e campos. Todos os modelos científicos dizer que tudo isso só vai piorar se não agirmos logo.

Belas paisagens são bons para os olhos, a mente, o espírito. Um dia, as imagens podem apenas ser o que sobrou deles.

Tradução de Maria Martino