A antologia traz contos de escritores de terror improvável – de fato

O que você tem em comum com escritores como o brasileiro João do Rio, conhecido por suas crônicas e textos de jornalismo, e Medeiros e Albuquerque, autor da letra do Hino da Proclamação da República; e os estrangeiros Émile Zola, o naturalista francês, o americano Edgar Allan Poe, famoso por seus contos de terror, e o modernista inglesa Virginia Woolf? Em princípio, não muito, mas a antologia de Contos de Maravilha (Carambaia), que reúne 18 contos assinados por escritores de várias partes do mundo (Espanha, França, Uruguai, Rússia, etc.), mostra-nos que, em algum ponto de suas carreiras, todos se renderam ao sobrenatural, o estranho ou inexplicável, todos os que ganham múltiplos contornos em seus textos.

Geralmente um mau jogo de vídeo do filme adaptação ocorre após o jogo de vídeo torna-se um popular franquia/marca. Bem, a Lionsgate decidiu ignorar este passo necessário e ir Estreito para o filme ruim.

A Lionsgate comprou a tela grande direitos Eidos Interactive video game Kane & Lynch: Dead Men que ainda não passou. O jogo, que está programado para chegar PC e X-Box 360 ainda este ano, é descrito como um “co-op jogo de ação, representando uma violenta e caótica jornada de dois homens – um mercenário falho e o tratamento de doentes mentais – uma brutal atitude para com o certo e o errado. Agora você deve fita a bagunça de dinheiro faz o inferno na Terra”. São o casal se encontram pela primeira vez, enquanto “sua transferência para o corredor da morte, apenas para ser atacado e sequestrado por Kane, sua ex-equipe. A um improvável duo é forçado a obter um roubo de fortuna que Kane oculto”, de acordo com a Variedade.

Você pode ver uma pré-visualização do jogo neste link. Você também pode verificar o site oficial do jogo em kaneandlynch.com.

Jogo escrito a história mostra a promessa como na adaptação para o cinema, mas me chamam de cínico – essas coisas não funcionam. Vamos torcer para que eu esteja errado.

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A morte e o diabo, são, no entanto, os grandes protagonistas desses contos. Vale a pena notar que em todos estes textos, escritos no final do século 19 e início do 20, o diabo é às vezes personificada na figura da mulher, como no conto de Janet, a Troncha, o britânico Robert Louis Stevenson: “Bruxa! Viper! Demônio! – exclamou ele. – Eu ordeno a você, pelo poder de Deus, vá embora daqui, para os mortos; a maldição, inferno!” Outras vezes, é representado pelo índio, como é o caso do Diabo e Tom Walker, o norte-americano Washington Irving: “ele disse que lá os índios foram feitiçarias, e realizados sacrifícios para o espírito do mal”.

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Na verdade, cada cultura alienígena para o nosso pode parecer ainda ser assustador, só acho que de Donald Trump, que durante sua campanha emitido afirmações como esta: “Infelizmente, a enorme quantidade de crimes violentos em nossas grandes cidades é cometidos por negros e hispânicos.” Esta mentira continua a ser repetida à exaustão em seu governo.

Mas não é só o diabo é feito a maravilha; o canibalismo e a loucura, também tem seu papel. O escritor maranhense Humberto de Campos, no conto de fadas O Juramento, fica um “arrepio de horror” para descrever como os antropófagos devorou uma certa senhora, e o amante, revoltados seu coração. Para Émile Zola, o selvagem, digno de medo, são os próprios homens. Para fugir do zoológico e passeio pela cidade, um leão e uma hiena são confrontados com cenas do cotidiano, capaz de aterrorizar qualquer um: passar em frente a bolsa de valores, os bichos ouvir lamentações, súplicas e gritos furiosos, que leva o leão para a conclusão de que é “um matadouro, que deve fornecer todos os açougues de bairro”.

As três mulheres que compõem esta antologia ver a maravilha de uma forma completamente diferente. No conto de americana Edith Wharton, que aterroriza o protagonista são os afazeres domésticos e o marido que “nunca ler nada além de seriados, de aventura, de esportes e notícias”. Para o espanhol Emilia Pardo Bazán, cabe à mulher para salvar a alma de um homem diabólico. Como Virginia Woolf, a maravilha é no ordinário que poderia causar epifanias.

O conto de Edgar Allan Poe escolhido para compor a antologia é em si um mistério e uma maravilha, para muitos acreditam que não tenha sido escrito por ele. O texto de Guy de Maupassant, que fecha o livro, ele poderia muito bem ser o seu conto mais famoso, O Horla, mas Contos de Espanto escapou do óbvio escolhendo o autor de um ensaio sobre histórias fantásticas que é, na realidade, um elogio a este tipo de literatura, que o avanço da ciência nunca poderia obscurecer. Estados Maupassant: “o mais maravilhoso é eterna”; e continua: “que importância tem a ciência que revela se temos a poesia criativo! Somos inventores de idéias, inventores de ídolos, os fabricantes de sonhos. Sempre levar os homens para lugares maravilhosos, habitado por seres estranhos, que a nossa imaginação inventa.”

O posfácio, assinado por Alcebíades Diniz, responsável pela escolha dos contos na antologia, começa a narrar um fato tão incrível como aqueles que compõem o livro: a morte inexplicável e misteriosa, de um grupo de esquiadores soviéticos, em 1959. O evento ficou conhecido como o Incidente do Passo Dyatlov, e até hoje, o caso permanece sem solução, o que prova que nem toda a razão pode explicar.

Nesta antologia, ao lado de autores amplamente conhecidos, como Guy de Maupassant e Robert Louis Stevenson, há outras pessoas que, talvez, não são muito populares aqui: este é o caso, por exemplo, o já mencionado Emilia Pardo Bazán, um dos pioneiros na defesa dos direitos das mulheres, a partir do francês de Charles Nodier, que deixou uma extensa obra, e até mesmo de Medeiros e Albuquerque, cujo conto que fala da loucura é um dos pontos altos do livro. A escolha dos tradutores foi cuidado. Integram essa lista, entre outros, Ivone Benedetti, Fábio Advogados, Maurício Santana Dias e de Maria Aparecida Barbosa, os últimos dois especialistas em Pirandello e E. T. A. Hoffmann, contidas na antologia.

*Dirce Waltrick do Amarante traduziu e organizou, entre outros, ‘Finnegans Wake (Por um fio)’, de James Joyce (Iluminuras)

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