A tetralogia de Raimundo Carrero é lançada sobre o Flip Para 2018

Para homenagear os 70 anos do escritor pernambucano Raimundo Carrero, concluída no dia 20 de dezembro do ano passado, a Cepe Editora preparou uma re-edição em um volume único, do luxo, da tetralogia Condenado à Vida, composto de novelas da Apple Wasteland (1989), Somos Pedras que se Consomem (1995), o Amor não tem Bons Sentimentos (2007) e Tangolomango (2013), com uma bela capa de Hallina Beltrão e designer de fantasia do editor, além ensaio crítico do jornalista José Castello sobre o seu trabalho. Carrero, que ganhou o Prêmio São Paulo de Literatura em 2010, e o prêmio Jabuti (em 2000), participa da 16ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), dentro da programação da Casa de Desejo.

+Cartas de Hilda Hilst reunidos no livro demonstram a vida cultural dos anos 70 e 80

+Épico indiano ‘Poranduba Amazonense’ é relançado no País

A Apple Selvagem, é o início da história da família, Cavalcante da Trincheira, formada pelo patriarca Ernesto, sua esposa Dolores, filhos de Raquel, e a Jeremias, e também ao Leonardo, Wilhelmina, Matheus, Isis, e Biba, entre vários outros. É neste livro que é também o território mítico Arcassanta, que surgiu a partir da forma inicial no romance as Sementes do Sol, situado na cidade de Salgueiro, publicado no final da década de 1970, mas que passou por uma bola urbana a ser transferido para o centro do Recife.

As Sementes do Sol, inclusive, foi escrito como uma adaptação da história bíblica de Davi e Betsabé, aparecendo, portanto, no trabalho de Carrero o tema da família punido por Deus, e isso é reforçado precisamente na década de 1980, com a posterior livros do autor. Nesse primeiro romance da tetralogia, vemos também a criação da seita e Os Soldados da Pátria para Cristo, liderada por um depravado pastor, seguido por centenas de fiéis, de uma severa crítica ao fanatismo religioso.

O próximo livro, Somos Pedras que são consumidos, o que amplia as tentações e as formas em que a história é contada através de poemas, notícias de jornal, diariamente, e várias citações de autores nacionais e internacionais, que compõem uma intrincada trama envolvendo Camila, Isis, Sofia, Leonardo, Mateus, Biba, Rachel, Jeremias, Alvarenga e Siegfried, além de um estrangeiro que é parte do jogo brutal, violento, sexual sadomasoquista e criminoso que deseja para “purificar” a humanidade, como ele é um marginal confessar.

A última vez que vemos Tony no filme, é certamente soa como ele só queimou uma importante ponte entre ele e o General Ross, ignorando a sua chamada para a violação da prisão onde os Vingadores na capa do lado da Guerra Civil. Que não augura nada de bom para o relacionamento entre Tony e as forças políticas que ser, mas como pouco da confiança que ainda estão em não—ou, quanto a fé que ele ainda tem dentro de si—continua a ser visto.

Quando será o Capitão América no escudo novamente?

Biggest unanswered questions in Captain America: Civil War:
os maiores pontos de interrogação em Capitão América: Guerra civil:

Um dos momentos mais emocionantes na guerra civil acontece quando o Capitão América responde a Tony a alegação de que não vale a pena JCampanha escudo, Howard Stark, feita por largando-a no chão e afastar—se-depois que ele já bateu-o em Tony chestplate para desativar o escudo. Então agora o que? Nós não podemos imaginar CAPA sem o seu escudo fiel, então, quando a—Não, eu—ele vai ter novamente? Há duas respostas para esta questão: ou ele vai obtê-lo de volta quando Tony foi o patch, ou qualquer outra pessoa vai ser capaz de deslizar de volta em um bom líder. Nós não sabemos qual vai ser, mas estamos animados para vê-lo.

Como Baku vai ser preso calcanhares em Wakanda?

Biggest unanswered questions in Captain America: Civil War:
os maiores pontos de interrogação em Capitão América: Guerra civil:

Preocupado sobre como facilmente pode ser transformado para o Inverno Soldado personalidade por alguém que acontece de saber o código de palavras, incerto como remover o foco de sangue, de bom retorno para a animação suspensa até que uma solução seja encontrada. Não há nenhuma razão para esperar que o Baku filme independente de qualquer momento em breve, assim que eu aposto que vamos ver ele em algum ponto durante Vingadores: Infinity Guerra, pelo menos, mas até então, podemos passar o tempo imaginando onde ele poderia assistir a um outro lugar.

O Amor não tem Bons Sentimentos, continua a saga da família, colocando o foco sobre a problemática de Mateus, ou Matheus (dependendo do estado mental dele), que estupra e mata a mãe e a irmã, tendo que lidar com a culpa e a insuportável dor, dizendo que, em dado momento: “estou chateado com o mundo. Ninguém me ofendeu, ninguém me machucar, ninguém maltratados. Mas eu estou magoada com o mundo”. No último livro da tetralogia, Tangolomango, nós Guilhermina, que aparece discretamente nos romances anteriores, mas reaparece para concretizar o ritual das paixões, como indica o subtítulo. O seu a partir de uma idade precoce, mantém uma relação de amor, carinho e desejo sexual pela sobrinho Matheus, acolhendo o menino após o crime cometido por ele. A crueldade, além disso, é também responsável pelo destino trágico desta mulher, que inicia o romance acompanha o desfile do bloco de carnaval é O desfile do Galo da Madrugada, dançando a dança e o descascamento no meio da multidão, mesmo sendo uma pessoa triste e solitária.

Os quatro livros de criar um romance incomum, de forte impacto, um compêndio de privação humana com todos os personagens envolvidos. Em todos eles Carrero pode expressar a dor, a fraqueza e o desespero dos personagens, que são tranquilos e escuros, com o real ruído acontecendo dentro deles e explodindo situações absurdas. A tetralogia pode ser lido como um retrato dissoluto sociedade, especialmente de uma elite falhou, mostrando como a humanidade é frágil e perversa em igual medida. Este conjunto de obras pode parecer “difícil” em uma leitura desatenta, ou mesmo inacessível para o leitor médio, por causa do tema, supostamente, desconfortável, que envolve o estupro, o incesto, a prostituição, o homicídio, o lesbianismo, sadismo, mas também a solidão e o amor, tudo no mesmo pacote do declínio moral e ético de uma família em destruição. Mesmo assim, quando você entrar nesse universo ficcional, é impossível parar de ler. “É a crítica corrosiva para o falso moralismo, a instituição da família, da religião e da sociedade, que vai permear a psicose, taras e idiossincrasias dos personagens, que vai ser revelar, cada um à sua maneira, num ambiente de assassinato, o estupro e a luxúria”, resume o autor.

É tudo muito simbólico na prosa do estado de pernambuco. E nada é por acaso. A apple do primeiro título, por exemplo, representa uma forma sutil a raiz do pecado original. A ruína da espécie. Aqueles que mergulham na literatura de Raimundo Carrero não apenas sai transformado, mas chateado com a realidade do violento e degradante, que impõe aos seus personagens. A degradação que vemos todos os dias e que assombra ainda mais pelas linhas de sempre corrosivo do autor, feita substancialmente através da complexidade e a loucura dos habitantes de suas próprias histórias. Condenado a existência, que precisa seguir, pois só dessa forma é possível continuar o mistério, tentar compreendê-lo. A tetralogia retrata precisamente a busca incessante dos enigmas mais profundos do ser e existir. A dualidade da condição humana, através de uma família em queda livre para o abismo.

*Ney Anderson é jornalista e editor do site de literatura “Problemas Criador’

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário