Os bolsistas brasileiros do Programa Chevening

 

Lua Stabile colegas brasileiros Chevening no reino Unido | Foto: Lua Stabile

Um deles retorna em poucos dias para o Brasil, a outra está começando. Em comum, muita paixão e um mestrado no Reino Unido, com bolsa de estudos integral!

É um destino preferido de muitos brasileiros, o Reino Unido, concentrados, várias universidades reconhecidas internacionalmente, de uma intensa vida cultural e a possibilidade de experimentar a vida diária multicultural. No entanto, os altos custos envolvidos no estudo nesta parte do mundo pode ser proibitivo, se quem estiver interessado em ir para lá, não sabendo o programa de bolsas Chevening.

O Chevening de Bolsas são concedidas para profissionais em meio de carreira, com forte capacidade de liderança e influência. Para cobrir todos os custos de um programa de mestrado de um ano na Inglaterra, Escócia, Irlanda do Norte, país de Gales, e fornecer companheiros com acesso a uma variedade de experiências acadêmicas, profissionais e culturais únicos. Não há limite de idade para aplicar.

Este é o caso da Lua Stabile, de mineração, de 26 anos, que está no reino Unido há cerca de 12 meses a fazer o seu mestrado em Estudos de Gênero e Relações Internacionais na Universidade de Birmingham. Formado em Relações Internacionais pelo Centro Universitário de Brasília, a Lua, a conta que fez seu primeiro intercâmbio na Alemanha durante o ensino médio, quando ele ainda estava em Patos de Minas. “Durante a graduação, eu também era bolsista do programa futuros Líderes nas Américas no Canadá, onde estudei por um semestre. Ao retornar a Brasília, no meio de 2014, comecei a estagiar na agência da ONU para refugiados – ACNUR, e, na sequência, fez outro estágio no Ministério dos Direitos Humanos”.

A partir de agosto de 2015, a Lua começou sua transição como uma mulher transexual e se envolveu no movimento social LGBT e pessoas Trans. “No final do mesmo ano, que eu, por sete meses, na agência da ONU para o HIV/AIDS, UNAIDS. Em julho de 2016, me formei e comecei uma nova experiência na coordenação da ONU. Lá, eu era capaz de me envolver bastante com o setor de direitos Humanos, que abriga a campanha, Livres e Iguais, que se dedica à promoção da igualdade de direitos e tratamento justo das pessoas LGBTI. A oportunidade era muito rico e, particularmente, interessante. É no âmbito de Livres e Iguais, poderia apoiar a coordenação do projeto de Transformação, que tem uma forte parceria com os movimentos nacionais e locais de pessoas Trans, o governo do Distrito Federal e o Ministério do Trabalho. Envolveu a política de formação de cerca de 24 pessoas Trans, com o objetivo de fortalecer o movimento social no Distrito Federal e entorno.

Em junho de 2017, a Lua recebe a notícia de que havia sido selecionada para o programa de bolsa de estudos Chevening. “Foi um momento bem feliz. Nos dois meses antes de minha partida, me envolvi bastante com o movimento social das pessoas Trans, e coordenou uma campanha pela despatologização das identidades Trans, que foi lançado quando eu viajava”.

Lua conta que a experiência na Inglaterra, foi muito bom. “Eu aprendi muito, feito uma rede de contatos, forte e interessante. A oportunidade de ter uma bolsa de estudos permite-lhe dedicar-se intensamente aos estudos. No Brasil, eu sempre estudou e trabalhou, e é difícil ter que conciliar tantas coisas na agenda. Foi muito bom ter esse tempo que a bolsa oferece para me dedicar totalmente aos estudos, fazer pesquisas mais avançadas e ser capaz de participar de fóruns, congressos e conferências. Eu também tiveram a oportunidade de conhecer pessoas. Aqui no reino Unido, as universidades são verdadeiramente internacional, que oferece uma rede intensa. Eu aprendi muito com tudo o que eu sabia. Eles não só me deu uma melhor compreensão e o respeito pelas diferenças culturais, bem como uma abertura para ouvir as diferentes perspectivas sobre o mesmo assunto.”

Lua Stabile, bolsista brasileira do Programa Chevening no Reino Unido
a Lua Stabile, brasileiro exchange Programa Chevening no reino Unido

Lua Stabile colegas brasileiros Chevening no reino Unido | Foto: Lua Stabile

Embora tenha experimentado aspectos muito positivos, como uma mulher Trans no reino Unido, a Lua teve algumas surpresas que eu não esperava. “A violência no Brasil é muito grande, especialmente quando dirigido pelo nosso grupo. A diferença para mim aqui foi a segurança, nada me aconteceu. Ao mesmo tempo, o governo britânico tem tantas políticas e direitos destinados à população Trans como eu esperava. No Brasil, embora os nossos direitos são poucos, mais políticas do que se imaginava. O Supremo Tribunal Federal já aprovou a mudança de nome e a identidade das pessoas Trans. Esse processo aqui no reino Unido, ainda é bastante difícil, assim como o acesso aos cuidados de saúde. Eu acabei ficando com uma mistura de sentimentos. Os britânicos são bem tradicionais, há uma xenofobia latente em conta a questão da imigração e o conservadorismo é muito clara. Para ver tudo isso de perto foi um pouco decepcionante e assustador. Em alguns momentos, tive a sensação de não ser muito bem-vindo. No curso, nós todos foram bastante críticos em relação a estas questões, é claro, mas em lugares onde há abundância de segurança, tais como aeroportos e estações de trem, a agressividade com aqueles que parecem “diferentes” é bem visível.

Eu acho que só na Escandinávia, ainda não há uma situação de perto grandes para nós. No entanto, reforçando que a questão da segurança que eu sentia era essencial. O fato de eu não ter sido agredido fisicamente ou verbalmente desta vez foi especial, uma situação bem diferente da que eu vivo no Brasil. Apesar de a xenofobia, o Reino Unido é muito plural e diversa. Por conta disso, ele é fácil de passar despercebida,” ela explica.

Lua volta em uma semana para Brasília. Deseja continuar contribuindo para o movimento social, especialmente para os projectos e actividades da União de Travestis e Mulheres Transexuais. Também quero continuar a trabalhar com os direitos humanos e de gênero, se possível, no âmbito das nações UNIDAS ou a qualquer outra organização voltada para esses tópicos.

O estudioso explicou que o Clube concentra-se fortemente na liderança e em pessoas cujas atividades mostram que têm essa experiência. “Às vezes eu percebo que as pessoas estão um pouco com medo de que a palavra, como se ser um líder era para ser alguém importante ou uma forma de reconhecimento social. Para ser um líder vem da própria pessoa. Eu vejo pessoas altamente treinados para o trabalho, à frente das ações, movimentos ou atividades, que não percebe o valor do que feito. É importante que estas pessoas vêem a si mesmos como líderes valiosos em atividades nas quais eles estão envolvidos. É fundamental trazer os exemplos de sua liderança para o processo de Chevening, não importa onde você experimentou. Também é importante demonstrar que você tem a capacidade de criar uma rede de contatos que servirá de apoio à realização ou conclusão de um projeto, que impactam o desenvolvimento do Brasil, em todas as áreas. O Clube quer saber como tudo o que você tem feito e quer fazer pode mudar o país, a nível nacional ou local.

Eu sempre fui um bom aluno, minhas notas eram relativamente alta e a transcrição é analisado no processo. Mas se a sua experiência é relevante e o plano de carreira está alinhado com a elthese aspectos terão um peso no processo de seleção. Estudar inglês e dominar a língua é a chave. A oportunidade da bolsa é maravilhosa, traz os melhores frutos. Se você tem interesse, aproveite o tempo para estudar inglês, 30 minutos por dia. Acredite em mim, sua vida pode mudar muita coisa. Explorar a sua rede de contatos oferece, veja se não são os professores voluntários em sua cidade. O Chevening é um processo que exige persistência, mas vale a pena, porque os resultados são muito maiores do que você pode imaginar. Ser paciente, se dedicar a este projeto. Mostrar os seus planos para o futuro, para o Brasil e dizer que o Clube como e por que o reino Unido pode ser um parceiro neste processo”.

Amanda Talamonte, bolsista brasileira do Programa Chevening no Reino Unido
Amanda Talamonte, a brazilian exchange Programa Chevening no reino Unido

Amanda Talamonte, companheiro brasileiro Chevening no reino Unido | Foto: Amanda Talamonte

Por um acaso do destino, a publicidade brasiliense Amanda Talamonte, de 31 anos, que acaba de ser selecionado para o mesmo programa de bolsas de estudo, trabalhou com a Lua na ONU. Graduado em comunicação social pela universidade Católica de Brasília, Amanda tem uma pós-graduação em assessoria de Comunicação para o Instituto de Educação Superior de Brasília – IESB.

Ao longo de seus 10 anos na organização das Nações Unidas, Amanda trabalhou no Programa das nações UNIDAS para o meio Ambiente, em Brasília, e Nairóbi, e a ONU Mulheres. Era o gabinete de comunicação, relações públicas e coordenação de campanhas e eventos. Ela é também o organizador dos eventos TEDx Brasília e TEDx Parque das Nações Mulheres. Sempre quis dedicar a uma carreira internacional. Candidatei a uma bolsa de estudos Chevening e, nas próximas semanas, vai sair para a Universidade de Warwick, onde ele vai fazer o seu mestrado em comunicação social Global e de Comunicações.

“O processo de Chevening foi uma longa e absorveu uma grande quantidade de energia. Há três aplicativos para universidades no reino Unido, a prova do IELTS e a aplicação para a sua própria bolsa. Foi um grande investimento de tempo e dedicação para ser escolhido para a entrevista, que só aconteceu seis meses depois.

Aplicações para o Chevening aberto em agosto e término no mês de novembro, e as entrevistas começam em fevereiro, que termina em abril. A entrevista é o momento em que você tem a oportunidade de mostrar-lhes que é um candidato interessante para o reino Unido. Eu investido em ti, eu tirei férias só para me preparar e estudar para o teste de inglês. Organizei minha agenda, no último ano para o Clube. Isso não é só se inscrever, é importante que você dedica para o aplicativo”, explica ele.

A trajetória internacional de publicidade começou com a idade de 18 anos, quando ele morava com uma família americana na Carolina do Sul, EUA, durante dois anos. “Foi lá que eu aprendi o idioma. Eu era Au Pair e teve o cuidado dos filhos. À noite, ele foi um curso de inglês. Esta experiência determinou a minha escolha de seguir uma carreira internacional, eu queria experimentar o mundo.

Eu comecei a trabalhar no primeiro ano da faculdade, fiz um estágio na ONU. Eu era um bom aluno durante o curso e obteve a nota máxima na minha tese. No entanto, estou certo de que minha carreira profissional tem sido um diferencial no processo de Chevening. Tem organizado e promovido campanhas a nível nacional e global, bem como tendo vivido e trabalhado no Quénia, por dois anos, fez a diferença”, acrescenta.

Amanda Talamonte, bolsista brasileira do Chevening no Reino Unido
Amanda Talamonte, companheiro brasileiro Chevening no reino Unido

Amanda Talamonte, companheiro brasileiro Chevening no reino Unido | Foto: Amanda Talamonte

“Estou animado com a oportunidade de fazer o mestrado na Universidade de Warwick, um dos top 10 do reino Unido. É a primeira vez que eu vou ser o único estudante e que eu vou ser capaz de me dedicar totalmente a isso. A perspectiva de estudar a comunicação global, enquanto que outras culturas e contextos históricos em um ambiente multicultural que podem inspirar-me. É uma experiência que vai agregar valor à minha carreira como comunicador”.

Como a Lua, Amanda também gosta de trabalhar nas áreas de direitos humanos e igualdade de género. “Posso desenvolver estes temas é importante para mim. A Lua era uma das pessoas que incentivaram a minha candidatura para a bolsa de estudos do Clube. Ela é grande, sempre que eu tinha que fazer uma campanha que fez referência ao tema e Trans, eu estava olhando para a Lua, para me ajudar no desenvolvimento do conteúdo.

Assim que voltar para o Brasil eu vou estar à procura de oportunidades em organizações internacionais, e a expectativa, com o mestre, é obter uma vaga em uma posição um pouco mais avançado. Eu quero aproveitar o meu tempo no reino Unido ao máximo e, como o meu programa permite, vou estender a minha estadia por mais de vossos meses para fazer um estágio ou trabalho voluntário”.

Nas duas, meus votos de sucesso. Bem-vindo de volta da Lua, sua presença vai fazer uma grande diferença aqui no Brasil. Godspeed Amanda, que esta experiência, no reino Unido, adicionar valor à sua carreira e para o nosso país!

Andrea Tissenbaum, Tissen, ela escreve sobre estudar no exterior e experiência internacional. Também oferece consultoria em educação e carreiras internacionais. Contato: tissen@uol.com.br

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